Prolongar o fim?

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Por que será que temos tanta dificuldade em encerrar histórias?

Em entender que elas têm fim e que, muitas vezes, nós somente prolongamos o que está diante de nossos olhos?

Aliás, dar um desfecho a uma história não significa que tenha que ser por um desentendimento, mas porque simplesmente nela estamos impondo nossa presença, seja física ou psicologicamente.

Encerrar um capítulo envolve deixar de lado o medo de solidão, de saber que um vazio momentâneo irá acontecer, mas será preenchido e esquecido por mil e outros motivos. Isso é um tipo de aprendizado que só o tempo e as experiências ensinam. Fácil não é, muitas insônias, dores de cabeça, lágrimas, lamentações, desabafos… e, de repente, tudo é uma nova festa!

A questão é que precisamos do feedback do outro, o qual tem que ser cada vez mais urgente. Necessitamos de uma resposta positiva sobre quem somos, o que representamos às pessoas e, principalmente, qual futuro está destinado a essa relação, seja amorosa ou de amizade.

Nessa busca incessante de uma autoafirmação perante as pessoas, infelizmente, vamos cada vez mais nos obrigando a estar em determinadas relações. Às vezes, uma amizade que já não nos traz nada de gratificante, pelo contrário, suga e exige comportamentos. Outras vezes, amores que alimentamos somente na história que vivemos, e são inúmeras as ocasiões em que o príncipe encantado só existe no nosso mais belo sonho… Como diria Tati Bernardi: “Às vezes, o Cavaleiro da armadura brilhante era só um idiota enrolado em papel alumínio.”

E por qual motivo nos submetemos a esses tipos de relações!?!

Quando é que vamos aprender que o pior da vida não é estar sozinho, mas não ter reciprocidade?

Se sentir que o sapato está começando a apertar, tudo está sufocando, é hora de fechar alguns livros e dar um desfecho digno antes que termine magoado ou magoe o outro.

E nessa de encerrar histórias, só não precisa desdenhar de alguém que um dia foi dono de seus pensamentos.

E quer saber, mesmo que reconheça que a relação não está mais natural, que você está insistindo e decida resolver, vai lamentar por um tempo, questionar, porque de fácil e prazeroso só comer chocolate (risos)!

Então, que tal encerrar algumas histórias para começar um ano com um livro de páginas novas a serem preenchidas!?!

 

Texto: Taís Almeida

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